Há tempos e tempos, atualmente nosso foco de publicações está no portal REDE VAMP onde mantenho um site pessoal e participo direta ou indiretamente de incontáveis outras publicações. Então acompanhem as novidades no quadro abaixo:
sábado, 23 de abril de 2016
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
terça-feira, 21 de julho de 2015
segunda-feira, 20 de julho de 2015
quinta-feira, 16 de julho de 2015
quarta-feira, 1 de julho de 2015
segunda-feira, 22 de junho de 2015
quinta-feira, 11 de junho de 2015
quinta-feira, 2 de abril de 2015
quarta-feira, 1 de abril de 2015
quinta-feira, 5 de março de 2015
Fundamentalismo e Fanatismo não é exclusividade religiosa!
Fundamentalismo não é exclusividade de religiões. Sempre que precisarmos legislar (ou enquadrar) aquilo que pertence a esfera das artes (música, plástica, performática, sequencial, literatura e etcs) - temos a insegurança e a incapacidade dos criadores de cartilha stalinista nos rondando - bem como a sede de poder deles ávida por condenar quem não se alinha com o jogo sujo e parasitário deles. O jogo é pautado pela propagação de que seu grupo é formado por aquilo que eles não são, ou seja por tudo aquilo que repudiam e que procuram banirem para a longe deles.Tudo aquilo que não aceitam nas pessoas próximas e ao seu redor. São aquele tipo de gente que para se aproximarem de uma pessoa o fazem em geral apontando o dedo e falando mal de algo ou de alguém. Ocultam a pessoalidade, medo, insegurança, melíndre, rancor, inveja e incapacidade no discurso do dissabor que representam a única verdade sobre aquele contexto. Infelizmente submetem a arte e sua produção cultural a se tornarem o seu subgênero particular sujeito a sua volúvel interpretação e o desejo de aceitação de quem abordam naquele peculiar grupo social.
A Arte não tem "público" categorizado de um subgênero e subcultura que se comporta e age ideologicamente e de forma dogmatizada aceita pelo que uns picaretas definem como socialmente correto para aquele setor. Quando a arte é sujeita e submissa a tal padrão, não é mais arte é só ilustração do discurso stalinista e quem se submete a isso é um "subculturado". Não há argumento ou uma fala coerente e honesta que valide na vida prática o que eles demandam como sua propriedade e sua verdade. A maior parte dos artistas e criadores em geral não apreciam terem seu trabalho subcategorizado, submisso ou subgeneralizado em um segmento exclusivo.Basta procurar suas entrevistas na internet para comprovar tal fato.
Mas porque alguém prefere ocultar isso em prol a declaração do próprio criador de alguma arte em prol daquilo que acha ou toma como próprio?Charles Manson (famoso psicopata norte-americano) ouvia Beatles e jurava que anjos falavam com ele através daquelas músicas. Até o momento nunca ouvi uma boa resposta a respeito, apenas algo como um "porque sim" ou ainda o tal do "você não está entendendo...você não está entendendo" dito de maneira quase histérica. Alguns surtam e começam a repetir mecanicamente "que fazem isso porque se importam de verdade!"; sem mencionarmos os caras que começam a "copiar/colar" trechos fragmentados e discrepantes de todo tipo de discurso sociológico que puderem encontrar, sem efetivamente dizerem coisa alguma.Isto se chama fazer barulho ou ganhar tempo. As vezes partem para ofensa "ad hominem", calúnia, chantagem para com terceiros, roubo de propriedade intelectual alheia e outras medidas para se defenderem. Basicamente fazerem barulho e fugirem da questão, perante a própria incapacidade de reconhecerem a situação que se encontram.
Na falta de ideia própria, eclode o fanatismo expresso em didáticas de perseguição aos não-convertidos, nada mais do que indivíduos afetados fazendo barulho e gritando tão alto quanto podem para envultarem de si a própria situação patética que se encontram. Exércitos e elites de porra nenhuma apenas ressoam o óbvio. Do que adianta apelar para o panelismo se o vocalista da banda não tem voz e sequer consegue acompanhar o tom dos instrumentos? E quanto ao produtor de evento que alega ser o mais antigo da mais fóda produtora daquilo e os eventos são em casebres caindo aos pedaços onde nem o banheiro tem porta? Fundamentalismo e fanatismo aparentemente não se restringem apenas as grandes religiões. Esta aí no cotidiano, toda vez que alguém sacrifica a própria vivência pela socialidade alheia. Neste caso cada vez que alguém berra é porque me importo, ouço um honesto é porque sim! E com fanático ou fundamentalista é melhor não discutir.
Fundamentalismo e fanatismo foram os "trending topics" desta semana. Quando deificamos algo (um comportamento, um dogma, uma subcultura, uma ideologia ou etcs) ou alguém (alguma pessoa que nos importamos afetivamente, politicamente ou religiosamente), nos colocamos a sua mercê e sua arbitrariedade. Estacionamos as idéias e percepções mais razoáveis em nome de uma coerção social. O lugar está caindo aos pedaços, mas é assim porque é o único lugar na cidade que nos acolherá. É assim porque somos humildes, humildes mesmo! A banda nem é tão boa assim musicalmente, mas é nacional e de um cara muito humilde você tem que ficar quieto e dizer que é boa! A bebida servida é batizada ou adulterada, onde já se viu alguém se queixar disso - é o que temos! Todo mundo é meu amigo, meu amigo...meu amigo!!! A falta de bom senso reinante nestes casos anestesia e posteriormente sufoca nossa vivência pessoal e intransferível com aquilo que temos de melhor na gente. Sacrificar as próprias percepções e pulsões em nome de uma força social é o fim da picada.Sem dúvida isto aí é uma forma de vampirismo densamente vulgar.
Penso que os criadores de cartilhas stalinistas basicamente vivem criando regras (que só existem perante a histeria e neurose deles) dada a sua incapacidade de viverem entre iguais e na diversidade, logo precisam arbitrar e imporem seu juízo e punição ao que contraria o que tomam como certo e a verdade que possuem - e escolhem os portadores. Seus exércitos, suas corjas, seus golpes e principalmente todo barulho que ofertam as suas ideologias e quiçá ao seu deus surdo - é a própria fuga deles para não encararem a própria incapacidade de viverem no mundo. Cercar a arte, a música e afins - dizendo quem pode e quem não pode curtir e o que é e o que deixa de ser apenas forma um eterno jogo parasitário volúvel a socialidades e parcerias mutáveis dos mesmos em busca de seus interesses.
O que leva a pergunta: Porque alguém que não se veste ou não age como você (ou que ainda goste de outras obras e produções que você odeia) - não pode curtir a mesma produção cultural que você ou ainda é um falso apreciador dela? Veja só na vida prática falamos apenas de uma banda, de um estilo, de uma forma de se vestir, de uma pintura, de uma música, um filme, de uma série, de um livro, de um game, de um quadrinho... não há necessidade prática alguma de rotular, subcategorizar, segmentar e impor que apenas quem é igual a você pode curtir aquilo. O que há é pessoalidade, posse, apego, temor e incapacidade de entender que tal obra não foi feita por um artista exclusivmente para você.Você no máximo é dono de um arquivo que baixou em algum canto, de uma publicação, de um álbum e de algo que foi produzido em quantidade e impessoalmente. O conteúdo pode falar de maneira evocativa para você... e para outros que de alguma forma encontrem algum vínculo ou afinidade e quem sabe um gosto semelhante. Por que então você precisa delirar que é superior a outra pessoa neste caso e o verdadeiro conhecedor daquele produto? Deste lado do espelho a gente sabe que é por incapacidade, medo, rancor, recalque, melíndre, preconceito e afins...
A Arte (música, sequencial, performática e etcs) não é apenas mainstream ou underground; elas dialogam através do seu conteúdo com afetos, gostos e impressões de cada um. E todos reagem a sua maneira perante ela. No cerne da questão - prefiro pessoas que gostam de arte e que se reúnem entre afins e outros capazes de viverem e definirem suas identidades e histórias de vida pelo que viveram e pelo que apreciam - compartilhando aquilo que gostam e mantendo a gentileza em suas relações. Dispensando e banindo para longe a necessidade de se definir por aquilo que repudia ou que não aceita nas pessoas ao seu redor ou no mundo que compartilhamos... não somos donos daquilo que nos consome e tampouco daquilo que consumimos, seja na esfera pessoal, coletiva, espiritual, artística, política, religiosa e etcs. Chega de imprimir a pessoalidade (incapcidade, medo, rancor, recalque, melíndre, preconceito e afins) disfarçada de discurso e cartilha de subgêneros, subculturas e outros termos acadêmicos vazios na vida como ela é. O mundo precisa de mais "gente" e menos "wikipedistas" e donos de alguma verdade.
segunda-feira, 2 de março de 2015
Edifício Martinelli, o amaldiçoado colosso
Um dos cenários visitados pelo SÃO PAULO MALDITA um passeio cultural que explora e desvela os segredos do centro velho de São Paulo é o Edifício Martinelli e hoje compartilhamos sua história, aqui neste espaço do autor...
Na literatura Vampiresca o célebre edíficio Martinelli no centro velho de São Paulo é habitado pelo ancião Vampiro conhecido como Dom Ignácio, lá na velha cobertura que já foi a morada do idealizador do prédio ele comanda os integrantes mortais e imortais da soturna agência conhecida como o Turno da Noite ao lado das vampiras Calíope e Isabela. Criado pelo autor bestseller André Vianco, as aventuras do grupo nas páginas da franquia homônima (publicada em três livros) já foram até adaptadas pelo próprio autor no video para uma série de tv nos canais pagos - com um episódio piloto bem legal. Este é um exemplo de quando o fantástico encontra o real, embora a história do vistoso arranha céu seja muito mais sinistra do que a mera presença deste morador ficcional.
A história original do Edíficio Martinelli começa , quando o conde italiano Guiuseppe Martinelli decide presentear a cidade com o maior edifício jamais visto, uma forma de expressar gratidão pelos negócios bem sucedidos e sua nomeação como embargador. Assim veio a cristalizar o sonho juvenil de ser engenheiro na forma de um verdadeiro arranha-céu na prosáica São Paulo do começo do século XX. Contam que originalmente seriam 13 andares, depois aceitando desafios de moradores e muito mais o prédio ganhou a dimensão de 26 andares - e posteriormente uma casa de quase cinco andares no topo. Ávido por demonstrar a solidez e a segurança do prédio, o próprio Guiuseppe instalou uma mansão nos últimos andares como sua redidência e moradia oficial na cidade. A fortuna lhe sorriu.
O colosso que era aquele arranha-céu fascinava e amedrontava a todos, imagine a cidade tinha apenas prédios de cincon andares na maior parte das suas ruas. Dada as dimensões assumidas pelo projeto o próprio Guiusepe precisou de empréstimos e financiamentos de uma empresa italiana para a conclusão da obra. Anos depois com a chegada da segunda guerra mundial, o governo usou tal fato como desculpa para tomar todas as suas propriedades e a maior parte dos seus imóveis. Era inadmissível italianos com boas fortunas em tempos de guerra. Após a "união" reclamar para sí o edíficio, imediatamente o renomeou como edifício América. O tempo passou e o abandono e descaso do governo arremessou o prédio numa rota de decomposição e infortúnio. A ponto de ser considerado uma favela vertical e antro criminoso...
Agora o grandioso cartão postal da elite paulistana era alvo do abandono, seus espaços locados com um valor barato e servindo de moradia das classes mais baixas da cidade que sonhavam morar próximos do trabalho. Onde era o bar subterrâneo de um suntuoso hotel rapidamente se instalaram cabarés, diversos bordéis passaram a ocupar os andares superirores também o que tornavam o lugar um antro criminoso. Assassinatos brutais tornaram-se frequentes alí e os corpos eram ocultos sendo acimentados no concreto das paredes ou ainda sendo arremessados no fosso dos elevadores, junto com o lixo. Clínicas de aborto ilegais também fizeram seu espaço em alguns conjuntos comerciais. Nos anos cinquenta alguns condôminos diziam que no horário comercial ainda era possível de se trabalhar bem alí, mas depois das 19 horas os corredores e escadarias se tornavam um desfile escrachado das mais diversas formas de prostituição e comércio de entorpecentes.
Com a passagem da década de cinquenta o edifício e suas péssimas condições de higiene e de conservação - bem como a ausência de segurança - o tornaram um palco de acontecimentos e crimes deploráveis. Casos de estupro, violência gratuíta, pessoas jogadas dos andares mais altos para a morte dominavam os jornais e folhetins. Assim como o mau cheiro que exalava do prédio comparado ao odor nefasto da própria morte. Os fossos de alguns elevadores eram uma verdadeira lixeira dos andares superiores, era tanto lixo que alcançava até o sexto andar. Vários corpos e restos humanos de jovens, adultos e fetos foram encontrados alí quando muito tempo depois se iniciaram as obras de revitalização do prédio graças ao prefeito Olávo Setubal e a iniciativa privada lá nos anos setenta.
Curiosidades:
No décimo sétimo andar do prédio naqueles tempos decadentes funcionou "A Igreja do Deus Vivo", do pastor Sinésio Cagliari, e sua esposa a missionária Elza Cagliari, uma forma de salvar as almas perdidas e desgarradas de lá;
Os arquivos do sangrento tablóide Notícias Populares coletou incontáveis casos de crime e violência ocorridos no edifício. Como o do assassino chamado de Meia-Noite que matou o jovem Davidson e jogou seu corpo no fosso do elevador; ou ainda dos cinco homens que violentaram e mataram uma criança chamada Márcia Tereza. Há ainda os relatos de uma loira que os cabelos cobrem a face que já assustou muitos nos corredores e alguns assensoristas ao longo dos anos - quem a viu diz que seu visual recorda as mulheres dos anos 30.
No final da década de noventa houveram muitos relatos de funcionários ligados a assombração e associados ao oitavo andar, na época um andar desabitado. Os andares (6,5 e 4) também atraíram relatos similares. Era a temperatura mais fria daquele andar que chamava a atenção, ruídos inexplicáveis, sons estranhos, ruídos de crianças brincando, máquinas de escrever funcionando sózinhas, portas batendo sem vento e sem ninguém por perto - segundo os funcionários da limpeza haviam também as chamadas suspeitas de elevador. Ninguem no andar e do nada o elevador disparava sózinho para ele. De acordo com os funcionários, existe uma função nos equipamentos que permite que o elevador desça e suba direto, sem atender aos chamados feitos nos andares. Mas esta opção só pode ser selecionada por botão, quando há alguém dentro... sabendo que em alguns daqueles fossos estavam depósitos de lixos e de corpos... a imaginação sombria ganha asas.
Um dos funcionários conta que certa vez estava apagando a luz do 14º e alguém gritou: ‘tem gente trabalhando’. Acendi a luz e fui procurar a pessoa para pedir desculpas. Olhei mesa por mesa no andar. Entrei no banheiro e nada. Fiquei esperando em frente ao outro banheiro que estava fechado, mas ninguém saiu. Entrei e vi que estava vazio também.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
2015 Espelho dos nossos atos...
Enfim 2015! Com o novo ano vem o décimo segundo ano de atividades da Rede Vampyrica e ainda o nono ano de atividades do Círculo Strigoi! A saga de todo este trabalho foi retratada com fidelignidade e transparência ao longo do terceiro capítulo da obra "Mistérios Vampyricos A Arte do Vampyrismo Contemporâneo" lançado pela editora Madras na Bienal do Livro de 2014. Nosso portal atualmente celebra a marca de pelo menos 16.000 leitores fixos mensalmente e uma visitação constante de pelo menos 18.000 pessoas diárias ao longo de nossos artigos, videos, podcasts publicados em www.redevamp.com; além disso mantemos uma invejável e constante grade de eventos mensais, bimestrais e sazonais que congregam apreciadores com todos os graus de vinculação (desde fãs de games, seriados, filmes e literatura) a fashionistas, cosplayers e fãs de música alternativa a ainda espiritualistas e integrantes da vertente da cosmovisão Vampyrica. Ainda assim são apenas os primeiros 12 anos, um zodíaco completo do muito que ainda está por vir!
Na trajetória profissional 2014 foi um grande ano onde transitei por diversas estâncias do eixo mente X coração, encontrando e saboreando o feito de agir com transparência perante minha têmpera. Lancei meu primeiro livro pela Editora Madras, prefaciei o livro vampiros da coletânea Sobrenatural da Avec, participei de uma faixa do PostHuman Tantra (Banda que desde 2006 incluo nos meus Djsets), trouxemos o evento Carmilla de volta, celebramos o terceiro ano de atividades do Fangxtasy no Poison Bar e Balada, duas edições do Sarau Jardim de Perséfone e incontáveis encontros do Circulo Strigoi. O programa Vox Vampyrica passou a integrar a grade da webradio Antena Zero, uma das maiores do Brasil com mais de oitenta programas semanais transitando entre o Rock e o Pop - de 500 ouvintes semanais passamos a média de 5000 ouvintes semanais, o que foi realmente fascinante. Ainda como Dj tive a oportunidade e o convite para discotecar várias vezes no Madame Underground Club uma casa muito importante na minha trajetória, uma espécie de alfa e ômega nas estâncias desta trajetória. E ainda encerramos o ano cumprindo a promessa de ativarmos a produtora de videos do portal REDE VAMP - o que nos aproxima consideravelmente de um novo degrau de desenvolvimento - o que é fascinante e nos coloca uma vez mais a frente de toda produção cultural do gênero - não apenas na América do Sul e Portugal, mas sim globalmente.
Na vida pessoal, casei com a minha amada Srta Xendra Sahjaza e ainda ganhei na união quatro lindas gatinhas que agora dividem o espaço com a gente aqui na Vamp Tower. Concluímos as reformas no Solo Sagrado Strigoi agora muito mais charmoso e hospitaleiro para os integrantes do nosso Círculo Interno. Também encarei as lágrimas trazidas pela ceifadora com partida de uma tia muito querida e outros parentes que agora são gigantes a me carregarem nos ombros com os ensinamentos e todo amor que me legaram. Ao longo da via, diversos novos amigos e amigas se juntaram a nossa família vampyresca e aos poucos vão expressando seus valores, mitos pessoais e também suas manias - afinal gostamos dos afins pelos seus defeitos e não apenas as qualidades. Enfim, muita gratidão a todos que de alguma forma caminham próximos - seja na área profissional, pessoal ou familiar - caçamos o "Sangue" e a Vida - cristalizamos sonhos aqui no selvagem jardim durante todo 2014 que o novo ano venha... Feliz 2015!
terça-feira, 16 de setembro de 2014
SOBRE OS MISTÉRIOS VAMPYRICOS
É com grande prazer que compartilho o lançamento do meu primeiro livro "Mistérios Vampyricos: A Arte do Vampyrismo Contemporâneo" pela Editora Madras. A obra marca o primeiro arco de trabalhos públicos pelo desenvolvimento do Vampyrismo (Subcultura, Vamp, Cena Vamp, Subcultura Vampyrica e outros termos acadêmicos) tanto na vertente fashionista quanto na da cosmovisão. Ele já está a venda com dedicatória e frete gratís no hotsite do livro, aqui!
A obra é baseada na pesquisa histórica e vivencial de alguém que vivencia este contexto sócio-espiritual há pelo menos duas décadas e apresenta tópicos inéditos e exclusivos que outras publicações do gênero sequer arranharam nos anos anteriores. O que o torna extremamente complementar para quem já aprecia o contexto. Assim como vem a manter um tom de leitura agradável e capaz de situar e referenciar apropriadamente quem está descobrindo agora a milenar história vampiresca. Nas 270 páginas passearemos pelas origens e utilização do termo ao norte da Rússia no século X, sua apropriação pelos Eslavos, as múltiplas interpretações posteriores nas principais religiões e caminhos espirituais europeus e sul-americanos. Como era de se esperar trataremos de Vlad Drakul, Vlad Tepes e a Ordem do Dragão com uma perspectiva única e desvelada pela primeira vez em idioma português - forte de intensa pesquisa e colaboração estrangeira da Romênia e arredores.
O vampiro na cultura pop também não foi esquecido em nenhum instante - exploramos o desenvolvimento deles nas artes, literatura, quadrinhos, games, rpg´s e muitas outras viés. Não é um romance, não é um conto e tampouco uma brincadeira de faz de conta - preparem-se para uma história noturna detalhada e embalada em agradável prosa... não é uma introdução e tampouco um livro de termos vazios acadêmicos subculturais...é um livro de Arte... sobre aquele lado feral e caçador que espreita em nossos corações e o modernismo jamais irá extinguir...Compre agora o seu!
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Dia Mundial do Rock e uns pensamentos...
Na terça-feira 15 de Julho participei de forma inesperada do Bate-Papo sobre o Dia Mundial do Rock no agradável Dynamite Pub. Era uma terça-feira onde ao lado da minha amada Xendra e do amigo Demoh, fomos passear um pouco lá no bairro da Bela Vista. O evento foi no formato de casa com microfone aberto e os organizadores convidando alguns dos presentes para estes deixarem suas impressões e visões sobre o tema.
Foi um painel de ideias bem interessante e preenchido com diversas tessituras e camadas abordando o papel fundamental da retomada do rock autoral aqui no Brasil. Uma discussão antiga que já rola desde os anos noventa, pois bandas covers ou estrangeiras sempre tem prioridade na programação das casas ou capas de revistas do gênero justamente pelo apelo midiático - e o lucro fácil que podem trazer junto do público.
Enquanto isso as bandas autorais são depreciadas ou ficam a mercê do próprio trabalho de promoção. Se as casas ou publicações dão prioridade ao conteúdo estrangeiro ou ainda aos covers, invariavelmente quem sai perdendo são os artistas autorais pois não terão acesso a aquele importante espaço na veiculação do seu trabalho e suas criações. Apontar tudo isso sem oferecer alguma sugestão ou solução me deixa na berlinda. Particularmente, considero que a culpa disso tudo seria inicialmente do público em não valorizar os próprios artistas. Por outro lado como irão conhecer e possivelmente valorizarem os tais artistas se estes não encontram espaços ou métodos eficazes para realmente exporem seus trabalhos e criações – além da vizinhança simbólica formatada por restritivos algoritmos das redes sociais? Ou ainda de politicagens de modas de subculturas ou pequenos nichos ultra-radicais e segmentadores variados, que apenas servem para manter certas panelinhas aqui e acolá puxando as cordinhas?
A pauta principal do bate-papo girou em torno de medidas que incentivem o papel da banda e de artistas autorais - pois há demanda e interesse do público por eles tanto em publicações quanto na programação das casas noturnas nos dias de pico - sextas e sábados. Assisti a promessa solene do cara da banda Made In Brasil (mais de 4 décadas de estrada!) e do produtor André Pomba em oferecerem um projeto mensal no Dynamite em dias nobres voltado para o rock com bandas autorais – com uma pré-produção para doze edições mensais – o que é bem estimulante. Pessoas gostam de saírem de casa a noite para tomarem uma cerveja e curtirem uma banda com som próprio no sábado. Também escutei as ideias de muitos músicos (que fazem parte da história do rock e do metal brasileiro) presentes pontuando suas vivências sobre o tema. Algo bastante enriquecedor - e sabe, é bom saber que há mais pessoas da área percebendo tudo isso que já comentei neste artigo. Outro ponto interessante do evento (e louvável) é que todo o público que compareceu por lá no meio da semana foi presenteado com um DVD muito bacana com a história do rock brasileiro contada por quem a viveu.
Em certo momento fui convidado pelo organizador do evento, o Adriano Coelho a participar do debate lá no palco – afinal segundo o próprio - alguém com mais de uma década e meia de trabalho compromissado no meio-alternativo (tanto como produtor, redator e Dj) poderia acrescentar algum tempero ao bate-papo e basicamente pontuei que: Em relação a um trabalho artístico autoral existe apenas a arte bem desenvolvida, esta não é nem mainstream e tampouco underground - é apenas arte e a conquista de espaço para trabalhos autorais, que fujam das circunstâncias fabricadas e empobrecidas - atualmente é uma conquista pessoal (em geral solitária) ou de cada agrupamento que produz arte se empenhando em conquistar o seu próprio público e espaço de exibição do seu patrimônio simbólico. Não será criando sub-cenas ou fatias de cena ultra-radicais que alguém conquistará espaço para expor as suas criações; afinal "panelismos" e "bairrismos" já deram o que tinham que dar - e acabaram colocando todos nós nestes becos-sem-saída subculturais ou com difícil acesso para exibirmos trabalhos autorais nos mais variados campos.
Perante a exposição do trabalho autoral.
Outros pontos que tornam ainda pior a situação dos becos-sem-saídas das “subculturas” foram o que nomeei como o “mais-do-mesmo” questão crítica principalmente na chamada subcultura gótica, onde a maioria das festas ainda vivem de especiais na discotecagem para as mesmas bandas de sempre que há três ou mais décadas apenas se revezam na sequência dos horários dos flyers. Também é factual neste mesmo segmento a ausência de coerência entre aquilo que é anunciado como infraestrutura nos eventos e as condições reais daquilo que é encontrado durante a festa – e principalmente silenciado pelas politicagens de “deixa disso que você ganha um vip” e outras medidas persuasivas ditas “undergrounds” (pilantragem, nunca foi um valor “underground” de nenhum tipo) mas que colocam em cheque tanto o código de defesa do consumidor, afinal um evento é uma prestação de serviço e deveria ser tratado como tal por aqueles que escolhem produzir algo do gênero.
Como não sou do tipo que se aventura a falar além daquilo que vivencia ou presencia, constatei que atualmente em São Paulo para eventos alternativos temos apenas casas como o Hotel Cambridge, Purgatorium, Inferno, Madame Underground Club, Dynamite Pub e o Poison Bar & Balada capazes de oferecerem uma infraestrutura completa e comprovável pelos sentidos básicos que não seja apenas papo-aranha de pseudo-promotor oportunista alternativo (que de alternativo, não tem nada – nem sequer algum amor ou respeito por valores básico pertinentes ao mesmo), que anuncia o que não tem.
Deve inclusive ser por isso que góticos e góticas tanto dizem que só vão mesmo em baladinhas não citadas aqui apenas pelas pessoas e pelos vips que ganham para irem lá - e desta forma vemos morrer uma preocupação com a transmissão de valores estéticos, produção cultural e diversos outros valores e conteúdos interessantes e a cena perdendo muito do brilho que teve em décadas passadas. Quando o evento focaliza apenas bebida barata, bar de segunda categoria e misturar tudo e todos sem qualquer noção de organização e atrações sobrpostas e apresentadas de maneira bagunçada em bairros não muito convidativos - temos um emolduramento bem negativo e que pega bem mal... para todos os envolvidos.É como afirmar que a cena é isso... e não tem jeito. Uma correnteza a qual eu e mais alguns somos contrários há bastante tempo.
Um evento também é uma produção autoral, pois carrega nas atrações escolhidas sejam nas bandas, performances, expositores convidados, escritores e demais produções transmidiaticas o toque e a identidade dos seus criadores e frequentadores. Criar um evento não se trata de apenas copiar a estrutura alheia e chamar as mesmas atrações de sempre. Não se trata de “goró barato” e uma dezena de Djs espalhados em meia-hora de discotecagem cada um. Não é apenas sobre música, umas bebidas e uns “pegas” – há algo mais interessante e artístico acontecendo lá, não consigo separar o desenvolvimento de uma noção inata de integridade para que assim trabalho autoral (arte, música, performance, literatura e outras transmidias) bem como os consumidores e apreciadores disso tudo possam realmente se integrarem e afirmarem um posicionamento alternativo e um mercado comum e ponto de encontro deste.
A considerar pelas expressivas quantidades de palmas recebidas ao término da exposição das minhas ideias concluí que não estou sozinho nesta busca pelo aprimoramento e oferecer uma cena alternativa mais estruturada e madura.
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Deixo registrada aqui minha participação e idéias compartilhadas naquela noite. Minha expressa gratidão ao Adriano Coelho e também ao meu colega Dewidson, que é vocalista da banda Ravenland com quem dividi o palco neste inesperado momento representado o Gothic Rock – que também é Rock mesmo agregando teclados, sintetizadores, violinos e outras adoráveis esquisitices - afinal o Dia do Rock its just about Rock´N´Roll, baby!
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Foto by Srta Xendra Sahjaza!
quarta-feira, 23 de abril de 2014
23 de Abril: Um Salve a todos os Guerreiros e Guerreiras!
23 de Abril no Brasil também saúdam um guerreiro.Podia escrever aqui incontáveis linhas sobre mitologia comparativa e argumentar extensamente sobre cada um deles - e até mesmo sobre o sincretismo de suas imagens.Mas para que?Eu vejo um guerreiro alí - e sei na minha vida quando preciso da proteção ou da atitude de um guerreiro.E tenho certeza que aqueles que rezam para um guerreiro também sabem.Mas há um dragão na história, o que pelo menos instiga escrever ao menos algumas linhas sobre tudo isto.Dispenso explicar o que seja um dragão e vou pular o estágio de escrever do meu jeito neste artigo, tudo aquilo que vocês poderão encontrar mais bem explicado no meu livro.Então vou me ater ao simples.
O Dragão está onde você escolher - para os orientais era uma pessoa de renome e de capacidade; para os ocidentais desde um flagelo a um herói (depende do lado da contenda que estiver) - o cerne e o guardião do tesouro que é viver além de todos condicionamentos morais e sociais possíveis.Entre os povos eslavos, herdeiros do oriente tudo isso se encontrava na poeira da encruzilhada das estradas.E o que chamamos de justa-medida e habilidade eram simbolizadas tanto no dragão quanto no guerreiro que o confrontava.Eram o mesmo, ou ainda pequenas metamorfoses ou estados de uma mesma força.Na arena da vida interior não há lados ou burocratas - só guerreiros, outros nobres e o bom combate - e claro, incontáveis reinos.
O Sagrado e o Não-Ordinário jazem no olhar e no valor interior de cada um - e encontram seu reflexo naquilo que está ao redor. Enquanto sou um "Pagão" me disseram que "pega mal" eu saudar um cavaleiro ou um guerreiro nesta data.Mas como vivo mais preocupado com o "mistério" implícito nesta cosmovisão do que com a vida social - saúdo do mesmo jeito e do meu jeito tais guerreiros.Se há muito confronto na vida peço para que intervenham em paragens mais distantes ou em caminhos que ainda sequer espreitei.É preciso ímpeto para sementes destruirem as cascas que as aprisionam, antes de germinarem na terra.Cada um vê o seu Deus ou Dragão onde sente que ele está - já os demônios e os Dragões são os Deuses quando não compreendidos ou não pertinentes ao individuo ou o coletivo que vier a integrar.Os golpes contam e o direcionamento bem como o objetivo a que serão dirigidos também.A disciplina, a marcialidade e a severidade importam, assim como o tom bonachão do legionário na taverna a jogar dados e rir com os amigos.Aquiles, Heitor, Pentesiléia e tantos mais sempre são lembrados.
Como ando a cavalo, luto com espadas e as vezes até atiro com arco e flecha - não tenho problema em reconhecer o não-ordinário em suas diversas formas pelas encruzilhadas da vida - já bebi com coronéis, capitães e outros que são os matadores do estado para alguns; também já bebí com aqueles do povo que são os vilões para outros tantos.Nenhum dos casos foram planejados de nenhuma forma, não passando de bom papo de taverna e dos quais colecionei boas histórias e lições de vida.Sou o tipo de Vamp que olha nos olho do desconhecido como promessa - e que encontra no reflexo do espelho do mundo a sí e aquilo que carrega no próprio destino.E este demanda pudor, justeza e nobreza nos atos - como todo habilidoso guerreiro e guerreira sabem.E aqueles que são lembrados sabem disso mais do que todos os outros.
Claro que há pessoas que olham para o sagrado ou ainda o "não-ordinário" e o desconhecido da perspectiva do "social", do "politicamente correto" e outras tantas como se ao mesmo pudesse ser aplicada uma perspectiva "estatal" e burocrática bem terráquea a tudo isso. De alguma forma tantas regras, tantas especificidades e preceitos lhes importem e isto merece um respeito especial. Mas ao longo dos anos meus leitores e leitoras já foram bastante expostos a noção de um olhar transparente e adamantino, cujo a vivência transforma imediatamente a compreensão do presente e do futuro - além de qualquer aspiração egóica ou satisfação daquilo que esperava que fosse de um certo jeito.E neste momento espero que eles e elas já tenham abdicado de promissórias e zonas de conforto.
Enquanto um "Vamp"sempre busquei pela vivência, pela funcionalidade, engenhosidade e o gosto do "Sangue" - ou seja, provar da fisicalidade e consequências dos meus atos - eis aí o que chamamos de "Sangue". Isto me ensinou muito sobre a importância da justeza, nobreza e da habilidade - ideais para quem já viu o inferno e é capaz de abarcar no abraço as chamas de lá e das estrelas do próprio céu.
Meus ancestrais foram um povo do mar.Ao seu próprio modo conquistadores capazes de deixarem tudo que sabiam ou faziam para se lançarem ao mar rumo a uma vida melhor para o seus - dando conta do recado até o fim. Coisa que a geração em que eu vivo ainda é carente de aprendizado.Os "caras" do passado eram mestes dos mares e da pesca, vieram para o Brasil largaram tudo e viraram bons agricultores, depois comerciantes e seguraram a barra legal. É Marte quem nos protege?É, que bom, Salve o Bom General!É São Jorge? então salve Jorge!É Miguel Arcanjo?Que Bom!São incontáveis outros guerreiros e guerreiras de outras eras?Que bom que estes ainda vêm para os seus!O que importa é o cavaleiro, a amazona, o guerreiro e a guerreira vírem - e aí está a beleza e o esplendor nas trocas entre aqueles que respiram e os que não respiram e vivem como nossa inspiração. Não dá para transformar isso em algo burocrático, estatal ou dogmatizado de nenhum tipo.Mas isso incomoda os mais fracos e os mais mansos, que precisam de alguma cláusula contratual para se imaginarem seguros... bem dizer para um tigre faminto que é vegetariano ou um bom religioso não irá ajudar em nada, talvez o mesmo felino ore ao jeito dele para você antes de abatê-lo rapidamente.Uma porrada bem dada ou uma fuga engenhosa são escolhas mais sensatas nestes casos - e pertencem as artes da guerra.
Quando deixamos de reconhecer um bom cavaleiro ou uma amazona que vem por nós na hora do problema, capazes de prover aquele inegável "vou ficar contigo até sairmos dessa!E vamos sair!" ou ainda de desferir aquele murro bem dado em nossas lindas carinhas para sairmos do pânico ou da presunção de nos pensarmos mais e melhores do que aquilo que realmente somos.Se perdemos esta objetividade temos um problema bem grave. Quando ao invés de encararmos a ajuda que vem e nos travarmos para discutirmos "corretismos políticos" ou se a papelada burocrática de quem veio é de onde veio mesmo naquele continente e país geográfico... penso que se por ventura chegarmos neste grau não seremos mais vamps, bruxos, xamãs, magos, druídas e etcs... e menos ainda pagãos de qualquer tipo que seja. Então, prefiro reconhecer, saudar quem me guarda e passar tal inspiração para quem caminha comigo.E ainda expressar minha gratidão por um escudo forte - ou casco ou ainda escama grossa...lanças relampejantes e asas vigorosas não só nesta data de hoje mas sempre que for o momento - e celebrar aquilo que foi co-criado nestes momentos.
Moral da história: Meu "Paganismo" e mesmo a Cosmovisão Vampyrica se preocupam com que o Sagrado venha ou esteja presente - na alegria e na tristeza - co-criando um mundo melhor para os nossos. Se o teu se preocupa que os animais de poder, deídades e afins venham através do bureau alfandegário ou de algum órgão estátal tipo o IBAMA mas com nuances européia... a escolha é sua.Mas para todos efeitos salve todos os guerreiros e guerreiras de todos os reinos, de todas as eras e que sem eles jamais poderíamos celebrar a liberdade enquanto delicada conquista pessoal e coletiva de nossas vidas neste momento.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Um Vampyro olhando a Bruxaria...
Um dia desses, durante uma das incontáveis viagens pelo interior de SP - passei numa cidadezinha onde tinha uma velhinha que mexia com ervas, rezava e benzia quem a procurava com problemas. Todo mundo a chamava de Bruxa. Não me lembro de ter perguntado se ela também amaldiçoava quem importunava aqueles que a procuravam, mas enfim... Na mesma época também palestrei em diversos eventos de bruxas, terapeutas, pesquisadores e etcs - também cheio de bruxos ou pessoas que se afirmavam como tal. Também encontrei por aí nas trilhas da vida pessoas de cultos Afrodescendentes que também eram nomeados como Bruxos e Bruxas entre seus pares - bem como amigos e amigas norte-americanos e europeus que se nomeavam ou eram nomeados como Bruxos e Bruxas - fossem de agrupamentos familiares ou daqueles que nascem por vínculos sociais e afetivos com outros grupos. Notei que em todos os pontos desta curiosa teia sempre rolava um estranhamento "social" - entre muitos deles.
Quando os tais amigos e amigas deixavam de lado os jargões, as "consciências sociais" e afins - todos compartilhavam de idéias, vivências e perspectivas com bastante convergência. Provavelmente eu observo tal coisa por ter um olhar nômade e um coração feral - e algumas idéias bastante anarco-ontológicas quem sabe. Percebo uma evidente beleza e arrebatamento nos papos e nas idéias que tenho o privilégio de poder trocar e compartilhar com tais pessoas. E isso é muito legal. É bacana deixar de lado o "jargonês" e o "léxico" - parar de discutir o que é e o que faz tal coisa a tal coisa e partir para o "nossa, que legal eu também curto isso" ou ainda "poxa, já víví algo muito parecido" - e a beleza dos enlaces afetivos e de irmandade que brotam entre pessoas afins. O que importa se crê em uma lei triplíce ou na colheita das consequências daquilo que semeia? Penso que vivência, como se faz para se resolver tais coisas e amor naquilo que se escolhe caminhar sejam mais temas mais interessantes e atraentes para se conversar entre afins - do que debater quem é e quem não é.Uma conversa expontânea e não dogmática é muito mais atraente do que se repetir fervorosamente o que alguma "cartilha" ou "cantilena" do que pode e do que não pode...
Claro que eu sei que em termos de história, antropologia, psicologia, sociologia há muita coisa escrita e padrões de identidade que delineiam o que é e o que não é Bruxaria - bem como um amplo mercado literário e comercial sobre o tema com bastante material publicado e perspectivas diversas - e que tudo isso é muito importante para muita gente.Mas noto que tudo este conteúdo aí vem a despencar em visões modernas ou pós-modernas - que são um pouco "alienígenas" para estudarem algo definitivamente pré-moderno.Como poderíamos esperar que as chamadas ciências sociais que por exemplo tem sua base no Materialismo Histórico Dialético Marxista poderia se dirigir com alguma isenção e pontualidade a algo que sua ideologia já postula como ópio do povo, alienação e digno de pena por sua pobreza cultural e inutilidade para o todo (ou estado).Vou deixar de lado outras ainda que abordam estes temas como se tudo fosse algo inacessível, inalcançável e inequvocadamente estranho demais para o "civilizado" - ou sujeito a jogos de palavras risíveis que apenas acrescentam vácuo ao vazio incessante acadêmico de repetir citações e não produzir novo conteúdo sobre o tema estudado - e facilmente desmantelados por um olhar mais atento e alguma espirituosídade mais ígnea.
Com tudo isso que descreví no parágrafo anterior - apenas posso concluir que a resposta a minha pergunta é simples, não é possível esperar algo que sacie a sede de conhecimento que nos guia - apenas lendo ou ouvindo de orelhada o que dizem aqueles que não vivenciam ou integram um contexto que se propõem a compreenderem. Como vamos esperar que um pastor evangélico de alguma denominação ultra-radical possa falar bem de algo que sua base teórica e credo postulam como algo inferior a ser dizímado. E o pior de tudo, como podemos esperar viver bem entre afins, se dentre um milhão de possibilidades de escolhas do que podemos fazer, pensar, escrever, dialogar, compartilhar - preferimos debater sobre o que é e o que não é - sobre fragmentos e perspectivas observadas externamente ao que integramos e vivemos - ao invés de falarmos daquilo que vivemos naquele contexto? Se alguém inclusive quiser responder tal pergunta para mim use os comments abaixo desta postagem.
Com tudo isso que descreví no parágrafo anterior - apenas posso concluir que a resposta a minha pergunta é simples, não é possível esperar algo que sacie a sede de conhecimento que nos guia - apenas lendo ou ouvindo de orelhada o que dizem aqueles que não vivenciam ou integram um contexto que se propõem a compreenderem. Como vamos esperar que um pastor evangélico de alguma denominação ultra-radical possa falar bem de algo que sua base teórica e credo postulam como algo inferior a ser dizímado. E o pior de tudo, como podemos esperar viver bem entre afins, se dentre um milhão de possibilidades de escolhas do que podemos fazer, pensar, escrever, dialogar, compartilhar - preferimos debater sobre o que é e o que não é - sobre fragmentos e perspectivas observadas externamente ao que integramos e vivemos - ao invés de falarmos daquilo que vivemos naquele contexto? Se alguém inclusive quiser responder tal pergunta para mim use os comments abaixo desta postagem.
Cansado de tantos dilemas, um dia perguntei para um amigo índio, sobre tudo isso, afinal quem era o que ou o que valia mais nestas questões de bruxaria e afins - e de forma expontânea e ligeira ele respondeu:
Na minha tribo só é pajé quem você procura pra essas coisas espirituais e o tal resolve o problema de uma vez por todas com fundamento, sabedoria e prática. Achei uma resposta sensata e passei a caminhar com esta idéia - colocando uma "estaca" nestas questões que consumiram muito tempo da minha presença e imortalidade! Vv--vV
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* Futuramente escrevo algo sobre as velhinhas do bairro do Cambucy do começo do século XX e suas bruxarias, bençãos e a fusão de um cristianismo místico, com elementos bruxos italianos e portugueses - e posteriormente com atributos afros.
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* Futuramente escrevo algo sobre as velhinhas do bairro do Cambucy do começo do século XX e suas bruxarias, bençãos e a fusão de um cristianismo místico, com elementos bruxos italianos e portugueses - e posteriormente com atributos afros.
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segunda-feira, 10 de março de 2014
O retorno do Vampiro Lestat: Anne Rice anuncia as Novas Crônicas Vampirescas
Neste domingo 9 de Março de 2014 a grande escritora Anne Rice anunciou o triunfal retorno do Vampiro Lestat e de todos amados e amadas integrantes das crônicas vampirescas em um novo livro intitulado "Prince Lestat" - o livro promete atualizar as atividades dos filhos da noite e aponta Lestat como o novo líder deles - na mesma aventura assistiremos o retorno da Talamasca! Segundo as palavras do site Dread Central que republicou o video do programa The Dinner Party com a participação da própria Anne Rice!
Segundo a autora escrever esta nova obra foi uma grande luta com o próprio personagem, para que este lhe permitisse ela escrever sobre ele, com aquele tom deveras característico e eloquente, apaixonante e peculiar. Também já foi anunciado que o livro terá continuação assegurada por contrato - e especulamos que irão abordar o reinado de Lestat sobre todos os vampiros da Terra.A pré-venda e a arte da capa devem ser liberadas ainda esta semana...
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
"TOP 8 VAMPIROS DO MAL"
Aproveitando o momento das péssimas notícias na politicagem brasileira - Criamos um Top 8: "Vampiros do Mal" lá no http://www.redevampyrica.com/home/top-8-vampiros-do-mal/ assim recordamos um pouco dos grandes clássicos e também do tempo em que os verdadeiros vilões se escondiam em castelos nos Cárpatos e não politicagem brasileira!
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Participem e indiquem os seus candidatos lá no rodapé do artigo no site!
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