segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Cartas na Mesa


Desde a década de noventa que venho tentando ilustrar um baralho de tarô com imagens de minha própria autoria.Tal arte-sem-nome e fluída - como o "Sangue" - sempre me prega péças, quando termino uma ilustração reconheço que a jornada que envolveu sua produção mudou minha percepção e sentimentos sobre aquele tema... daí vem um certo sentimento de inadequação e abandono a imagem.Enterro as partes gráficas dela nas profundezas do gavetão da escrivaninha e deixo o arquivo nos DVDs inacessíveis de backup...e me curvo á sagrada regra de Dioniso:
"- Esqueça!"

Daí então faço outras artes e projetos. Possivelmente me embaraço nas redes de teias do pensamento simbólico, me deixo perder nas encruzilhadas do destino...esqueço da arte em questão, do projeto, das razões e curto estas teias enrolado nas máscaras de sí...esperando a aranha tecelã sussurrar  pertinho do meu ouvido que tudo aquilo que me envolve sou eu de verdade...aguardo a radiante e transmutadora ação do meu Daemon a rasgar e dissolver tudo aquilo...de novo e de novo...sígo meu norte e vou vivendo criando...e matando as criações não tão promíssoras.

Só que depois de alguns anos, reencontro estas artes abandonadas.Nunca com os mesmo olhar de quando a enterrei (ou entesourei); Agora tais artes servem como um "aliento" refrescante das paradas, lugares, mentes, mestres, mestras e coisas da vida que passei através da minha senda.Neste momento venho a contemplar este reencontro com tantas imagens (portas, esquinas e encruzilhadas)...Por muitos anos guardei estas imagens - algo como um tipo de segredo pessoal, quem sabe - mas agora percebo que elas são para mim como as pênas das longas asas negras que me levam em derradeiros vôos pelo veludo noturno.

Um deck de tarô tradicional contêm cerca de 78 cartas - 22 arcanos maiores e 56 arcanos menores.Nesta galeria você encontrará algumas ilustrações dos arcanos maiores que fiz entre 2003 e 2005 aproximadamente repletas de tinta guache, acrílica, colagens e phothoshop.Já as figuras dos arcanos menores - as quais não incluí as cartas reais (reis, rainhas, pagens, cavaleiros).São imagens para fazerem leitoras e leitores deste "blog" viajarem - se esta vai ser uma boa jornada depende de cada um...Então Bon Voyage!





















Se você aprecia a temática do Tarô e sente apreço, envolvimento ou mesmo uma certa curiosidade pelo tema  - tanto destas cartas que ilustrei com minhas impressões e idéias lá no meio da década passada - quanto para com ilustrações mais tradicionais ou fantásticas sobre o tema, venha conhecer os encontros do Tarô dos VampiroS que organizo regularmente, saiba mais aqui.


"Posts" com mais algumas criações:
Licença Creative Commons
Tarô do Lord A:. de Lord A:. é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Bloodletting, Anne Rice & Lord A:. - Songs for Vampyres

Fotografia de Fernanda Menezes
* Raramente assistimos um encontro perfeito entre a literatura autoral e a música pop.Um grande momento destes encontros foi Leonard Cohen e sua música First we take Manhatan...Mas no gênero Vamp - sem dúvida o melhor encontro destas encruzilhadas noturnas foi a música "Bloodletting - the vampire song" da banda Concrete Blondie... 


 Um texto de Lord A:. 


 ...totalmente inspirada e embalada pelas "Crônicas Vampirescas" de Anne Rice esta música nos conduz ao lado do Vampiro Lestat em suas andanças sombrias por New Orleans - capital mundial dos Vamps e do Voodoo.Tudo isso quase uma década antes do pobre Lestat vira ícone de new-metal como na produção "Queen of Damned" (nada contra a produção e sua trilha sonora - gosto em especial de Forsaken e the Redeemers - mas lá nos anos 80 quando  os livros Vampiro Lestat e Rainha dos Condenados foram escritos - o tal possuía uma banda de Hard Rock).Colecionadores de verdade da obra de Rice devem se recordar da ilustração da banda pintada por Daerik Gross na adaptação para os quadrinhos do livro de Anne Rice.

Desde o ano de 2011 a própria Anne Rice começou a alardear possibilidades de uma nova adaptação cinematográfica.Inclusive sugeriu que iria adorar se Lestat fosse interpretado por Robert Downey Jr - o que rendeu uma ilustração bem legal e que enviei para ela e a própria Anne Rice amou! Enfim, quem me conhece sabe da minha devoção por Lestat e até mesmo um Theatro dos VampiroS criei por conta disso no pasado.Então compartilho hoje uma série de imagens inspiradas na canção "Bloodletting the Vampire Song" - fotografadas no aniversário do Club Dominna no Café Uranus, onde fui um dos Djs especialmente convidados para a noite.As fotos são da Fernanda Menezes e as Personae Dramaticae  foram Eu e minha amada Srta Xendra.



There's a crack in the mirror
And a bloodstain on the bed -
There's a crack in the mirror
And a bloodstain on the bed -
O you were a vampire and baby
I'm walking dead
O you were a vampire and baby
I'm walking dead


I got the ways and means
To New Orleans
I'm going down by the river
Where it's warm and green
I'm gonna have a drink, and walk around
I got a lot to think about oh yeah



There's a rocking chair by the window
Down the hall
I hear something there in the shadow
Down the hall
O you were a vampire and now I am
Nothing at all
O you were a vampire and now I am
Nothing at all



They used to dance in the garden in the
Middle of the night
They used to dance in the garden in the
Middle of the night
O you were a vampire
And I may never see the light
O you were a vampire
And I may never see the light


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