quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

"Sou o Vampiro Lestat!" (novo artigo de Lord A:.)


Lestat, talvez o mais perfeito dos Vampiros jamais criados, surgiu em algum momento da metade dos anos setenta nos escritos da jovem Anne Rice.Uma espécie de alter ego e de tudo aquilo que a autora almejava ser após o óbito de sua filha ainda criança - e uma tentativa de dialogar com aquilo que ela conseguia ser naquele momento. De certa forma tais situações modelaram a sagrada trindade do universo das Crônicas Vampirescas - e por extensão elevaram o gênero literário Vamp a um novo patamar de personagens densos psicológicamente e além de qualquer dicotomia de bem versus o mal - podíamos ver que havia uma sociedade dos filhos da noite e dos milênios...

Assim temos Lestat, como aquilo que é almejado; Claudie, a jovem idealizada que nunca se tornará uma mulher e viverá para sempre como criança (quase uma boneca) e o atormentado e melancólico Louie, como aquilo que se pode vir-a-ser quando abandonado e destituído de qualquer sentido ou pertencimento.Mas as outras duas partes da trindade ficarão para outros textos - afinal falar de Lestat demanda priorídade e exclusividade. 

O personagem de Lestat é o heróico agente catalisador das Crônicas Vampirescas de Anne Rice.Originalmente lançado como uma espécie de antagonista, um vilão aos olhos de seu jovem pupílo Louis. Mas a intensidade, a imprudência, o deboche e o magnetismo de Lestat, logo o transformou no propulsor da história.Como boa parte da saga é narrada de sua perspectiva o vemos exaltar aquilo que tem de melhor e nos levar de mãos dadas através de suas aventuras nas extensas págias com a delicada e luxuriante forma de escrever de Anne Rice.O tom mais charmoso de Lestat é que ele deseja fazer o que lhe despeta "bem", o justo e o belo (as implacáveis leis da estética) mas constantemente o seu cumprimento vem a sabotar a sí de alguma forma(...)

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