quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Meia-Noite no Meio da Semana...


“Se você tomar a natureza como mestre, ela lhe ensinará exatamente as lições que você já decidiu aprender; e isso é só um outro modo de dizer que a natureza não nos ensina… O único imperativo que a natureza proclama é: ‘Olhe. Ouça. Veja.” C.S. Lewis, The Four Loves, p. 9



Semana cheia por aqui, preparativos do Dia dos VampiroS, confira agora mesmo o site oficial e se prepare!Sábado 13 de Agosto das 10h da manhã as 13h esperamos você no vão livre do MASP na avenida Paulista aqui em SP! A data e a campanha já estão sendo celebradas este ano na Eslovênia, Nova Iorque e aqui no Brasil em Amparo e na capital Brasília!Aguardem novidades até sexta!Visite o site oficial do Dia dos VampiroS




Enquanto isso, para refletir dois trechos de leituras recentes:

“– Abram bem os olhos e olhem para o Nataraja que está no altar. Observem-no detalhadamente. Na sua mão superior direita, como vocês já viram, ele segura o tambor que chama o mundo para a vida, e na sua mão superior esquerda segura o fogo da destruição. Vida e morte, ordem e desintegração, imparcialmente distribuídas. Agora, olhem para o outro par de mãos de Xiva. A mão inferior direita está erguida e com a palma voltada para fora. Qual a significação desse gesto? Ele quer dizer: ‘Não tenha medo, tudo está bem.’ Mas como pode uma pessoa sensata não ter medo? Como fingir que o mal e o sofrimento sejam coisas certas, quando a evidência de que são erradas é tão óbvia? Nataraja tem a resposta. Agora, observem a sua mão inferior esquerda e vejam que com ela está apontando para os pés. E os pés, que estão fazendo? Olhem com cuidado e verão que com o pé direito ele pisa numa pequena e repelente figura sub-humana – o demônio, Muyalaka, que, embora sendo um anão, é dotado de um imenso poder de Malignidade. Muyalaka corporifica a ignorância, representa a ganância e o egoísmo exagerado. Esmaguem-no, quebrem-lhe as costas! exatamente isso que Nataraja está fazendo. Esmagando o monstrinho sob o seu pé direito. Mas notem que não é para o seu pé direito que ele está apontando com o dedo e sim para o esquerdo. O pé que, no ato de dançar, ele está levantando do chão. E por que aponta para ele? Por quê? Esse pé erguido, esse desafio dançante à força da gravidade é o símbolo da libertação, do Moksha, da liberação. Nataraja dança ao mesmo tempo em todos os mundos – no mundo da física e da química, no mundo da rotina, do demasiadamente humano e, finalmente, no mundo da Semelhança, da Inteligência, da Luminosidade...” De A ilha, de Aldous Huxley (1962)

Saboreie também...

Outras postagens interessantes