sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Vamps vêem o Paganismo


*Ao final de minha postagem anterior constatei um tom "furioso n´ell pocco moderatto" para falar sobre como sinto ou ainda interpreto a questão do paganismo na minha vida.Ao invés de deletar ou reescrever aquele post, escolhí criar este aqui e tratar exclusivamente dos meus insights sobre paganismo e Vamps...Não perca toda quarta das 21h a 0h meu programa www.voxvampyrica.com

Um Texto de Lord A:.


Eu defendo um posicionamento pagão e politeísta, o qual considero muito mais justo e expontâneo para lidar com a diversidade, amplitude, a singularidade, o desejo, a vontade, a pulsão, o imaginativo, o criativo tanto pessoal quanto da vastidão do ecossistema e do coletivo dos seus habitantes.Somos assim remetidos a um passado tribal comum da raça humana, pessoas em círculo em torno de fogueiras, flautas, tambores, mel, carne...ou seja o começo de tudo ou ainda a influência do regional sob a visão e expressão de cada tribo e suas conclusões comuns sobre temas e símbolos recorrentes.A observância dos ritmos climáticos, dos tempo de cultivo e de caçada...uma imersão na imanência do presente no próprio ecosistema. 


O "paganismo" neste caso é o pilar oculto e a outra metade que veio a formar e sustentar a base cultural tanto do oriente quanto do ocidente.Se focalizarmos históricamente o olhar cultural do ocidente, alinhavado com este passado tribal, teremos os povos nativos, invasores indo-europeus e ainda aqueles povos que nunca se misturaram com estes e muitos outros; o que também inclui os semitas no oriente médio e adjacências.Avançando pela linha do tempo, constatamos que a cultura e o olhar do ocidente é sustentado por estes dois piláres simbólicos: um pagão e um do judaico-catolicismo e derivados.


A partir do século IV teremos uma superlativização e predominância cultural do prisma  do pílar judaico-católico e derivados reclamando para sí, bricolando e resignificando os símbolos e práticas dos pagãos com a sua viés e discurso.Entre erros e acertos destes dois piláres simbólicos - temos méritos e desméritos de ambos os lados. Temos também momentos arcaízantes que retomam e conferem o brilho ao elemento pagão, tais como a Renascença e algumas fases primervas do Iluminismo e a posteriore o Romantismo.


Não somos e tampouco representamos aqueles que no passado, tanto dos múltiplos lados pagãos quanto judaico-católicos confrontaram entre sí e cometeram todo tipo de atrocidade.Os dois lados cometeram abusos e atrocidades em seus jogos políticos de poder secular e temporal.Penso que convêm aos "Vamps" de hoje manterem uma postura de "respeito-de-cavalaria" - se julgarem necessário, manterem suas críticas no campo do verbal, no tom acadêmico da crítica histórica sobre as decisões políticas e temporais do judaico-catolicismo e derivados.Dispensando afrontar ou desrespeitar símbolos alheios.


Expressar esta têmpera pagã e sua importância para tom básal na qual foi erígida a civilização ocidental, seu direito, sua arte, sua lógica, sua ciência, música, filosofia e muitos outros elementos constituintes até os dias de hoje - é relevante e oferece uma via de pensar, sentir e estruturar uma vida mais aprazível, sedutora, consciente e que desperta os sentidos e estimula uma percepção mais abrangente.Que nos recorda elementos que admiramos em personas históricas e das artes, objetivamente ou subjetivamente relacionada aos vamps do folclore, da produção cultural fantástica e muitos outros.E que em muitos casos é o aspecto básico ou "arquetípico" que integrantes da Subcultura Vampyrica em ambas as vertentes cultivam em suas personas...


O mesmo Paganismo que apreciamos é aquele cujo os feitos e realizações inspiraram os gênios de épocas como o Renascimento e tantas outras conquistas relevantes da nossa civilização e para onde invariavelmente nos voltamos quando contemplamos a vida em extensão e amplitude.O cultivo desta forma de ver e de sentir o mundo requer atitudes, estudos, práticas diversas no cotidiano e um bom discernimento.Pois do contrário nos tornaremos tão abomináveis como aquilo que repudiamos e que envolve apatia, dogmatismo, só enxergar a sí mesmo e a política do "dane-se os outros"...a lista poderia ser ampliada com a fé cega, intolerância, guerras religiosas, desrespeito e castração feminina.Tais falhas estruturais são recorrentes do comportamento humano, movídas por aspectos basais subdesenvolvidos de sustentação, preservação e dominação.


No campo pessoal enxergo o "Vamp" como um símbolo recorrente do paganismo, aparentemente resgatado da imagética das pinturas e dos murais renascentistas dos heróis andróginos, em busca da aventura e da ampliação dos limites do culturalmente conhecido de sua época.Na antiguidade encarnavam os valores transculturais e a convivência da amplitude e diversidade de uma idade alexandrina.E nos tempos contemporâneos vejo que a busca da aventura se dá nos campos noturnos ou dos mortos-vivos, adjetivos para o que o senso comum denomina como vida interior, como inconsciente, como tabú, como entusiasmo ou melancolia e a exploração heróica de tais elementos como uma celebração do "viver" e do conquistar a totalidade de sí instante a instante - e por consequência uma vida mais coerente com aquilo que almeja, pensa, realiza e torna mais aprazível a vida a sua volta - convivendo e compartilhando ela com iguais e semelhantes.Valores nobres, inspiradores e indomáveis - que foram aparentemente sublimados da moral datada por escusos interesses castratórios do poder dominante.Neste viés pagão do "Vamp" nos inspiramos por aquilo que sugira admiração a aquilo que não podemos compreender.E também o ato de cultivar o púdor e a sensatez ao invés da cultura estagnante da culpa e do ressentimento generalizado.


* Para uma visão mais integrada de Paganismo Contemporâneo, experimente saborear outro texto...

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